Em qualquer
época, os efeitos do som no nosso organismo dependem do tempo de exposição, da
intensidade sonora e da susceptibilidade individual.
O efeito
mais conhecido da exposição a sons intensos sejam eles agradáveis ou não, é a
perda de audição temporária ou definitiva. A exposição ao ruído intenso leva à
lesão permanente e irreversível, e que depois de existente, não pode ser
resolvida. Essa lesão pode piorar com o tempo e só fica estável quando o ruído
consumido pela pessoa é controlado.
A combinação de ingestão de álcool, esforço físico, cansaço, estresse ou a certos estados de saúde, podem gerar zumbido, deterioração do reconhecimento da fala, intolerância a sons, nervosismo, ansiedade, dores de cabeça, tonturas, perturbações circulatórias, taquicardia, dilatação da pupila, alterações do apetite e do sono, liberação de noradrenalida, adrenalina, cortisol, entre outros efeitos. É por causa dessa liberação excessiva de hormônios que muitas pessoas acham que ouvir música em intensidade moderada não dá “emoção” ou “não tem graça”.
A combinação de ingestão de álcool, esforço físico, cansaço, estresse ou a certos estados de saúde, podem gerar zumbido, deterioração do reconhecimento da fala, intolerância a sons, nervosismo, ansiedade, dores de cabeça, tonturas, perturbações circulatórias, taquicardia, dilatação da pupila, alterações do apetite e do sono, liberação de noradrenalida, adrenalina, cortisol, entre outros efeitos. É por causa dessa liberação excessiva de hormônios que muitas pessoas acham que ouvir música em intensidade moderada não dá “emoção” ou “não tem graça”.
O ser humano
pode aguentar até 8 horas de exposição direta ao som de até 85 dB. Acima deste
limite pode se tornar prejudicial à audição humana. Geralmente, um show de rock
tem 130 dB de potência.
É importante ressaltar que não só a exposição
exagerada a sons provenientes de fones de ouvido é prejudicial à saúde
auditiva, uma vez que diversas causas podem desencadear uma possível perda da
capacidade de ouvir. Assim, as perdas classificam-se como condutivas,
sensorioneurais e metabólicas. O especialista explica que a perda condutiva acontece quando o problema está no
caminho que o som faz, desde que ele entra na orelha até chegar ao ouvido
interno, podendo ser ocasionada pelo excesso de cera, perfuração no tímpano ou
problema no ouvido médio. Já as perdas sensorioneurais acometem o ouvido
interno e estão relacionadas à exposição sonora ou perdas auditivas por
traumas, uso de determinados medicamentos e perdas genéticas. As perdas
metabólicas, geralmente reversíveis, ocorrem devido à alterações nos açúcares,
colesterol, triglicerídeos e na tireóide.
As perdas começam com o uso de MP3, iPod, telefones celulares com fone de ouvido e etc com intensidade alta o que se torna extremamente comum nos dias de hoje, visto que ja nos anos 80 tinhamos no mercado o Walkman, que pode ser definido como um dos primeiros aparelhos práticos para se carregar e ouvir música, mesmo que naquela época fosse através da fita.Inúmeras são as opções que avançaram nestes anos, fabricadas para atender a todos os gostos,
em especial, de jovens e de crianças, interessados em adquirir portáteis de
grande potência. E os prejuízos já começam a aparecer. Segundo levantamento do
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,
estes públicos são as principais vítimas de lesão auditiva ocasionada por tais
ruídos de som.
É importante destacar também que existe uma diferença entre escutar sons altos através de aparelhos eletrônicos e ouvi-los a certa distância, ainda que com volumes elevados acima do ideal.
É importante destacar também que existe uma diferença entre escutar sons altos através de aparelhos eletrônicos e ouvi-los a certa distância, ainda que com volumes elevados acima do ideal.
(Legenda 1: Mapa
tratando da constituição de uma orelha humana e suas funções)
A Acústica é uma área da física que estuda o som.
Nessa área, estão envolvidas, as Ondas, variações periódicas de
uma grandeza física, constituída por:
- Crista: Pontos de maior intensidade, o topo da onda.
- Vale: Pontos de menor intensidade da onda.
- Nível Médio: Pontos entre o as Cristas e os Vales.
A distância entre a crista ou o vale e o nível médio
é chamada amplitude.
Já a distância entre duas cristas consecutivas ou dois vales consecutivos é
chamada de comprimento de onda.
O tempo que uma oscilação leva para se repetir é
chamado período. E a frequência significa quantas vezes uma oscilação se repete
por unidade de tempo.
O Som é uma onda
mecânica que possui a intensidade e frequência necessárias para ser
percebida pelo ser humano. Entendemos como onda mecânica uma onda que precisa
de meios materiais, como o ar ou o solo, para se propagar. As frequências
audíveis pelo ouvido humano ficam entre 16 Hz e 20kHz. Dentro desta faixa a encontra-se a voz
humana, instrumentos, musicais, alto-falantes, entre outros.
Basicamente, nível
sonoro é a forma de classificar a intensidade de um som além do que nossos
ouvidos conseguem captar, sendo assim, abrindo um leque de outras diversas
maneiras de analisar uma sonoridade. O ouvido humano tem capacidade de perceber
um som entre frequências de 20Hz à 20.000Hz, sendo classificados como uma
intensidade elevada perto dos demais outros, que são separados entre,
intensidade sonora moderada e fraca.
Os dispositivos que produzem ondas sonoras são
chamados de fontes sonoras. Entre os que mais se destacam estão aqueles
compostos por:
- Cordas vibrantes como violão o piano, as cordas vocais etc.
- Tubos sonoros como órgão flauta, clarineta.
- Membranas e placas vibrantes. Ex: tambor
- Hastes vibrantes como o diapasão. Ex: triângulo
Vale lembrar que o
estudo da sonoridade é essencial para a nossa saúde, onde dependendo da
intensidade de um som, pode causar a perda da audição ou até influenciar no estado de
espirito de uma pessoa.
Como um estudo da
física, o nível sonoro adotou as tais unidades: Bel (B) que é utilizado para
quantificar o nível sonoro e deciBel (dB) que representa um décimo do Bel,
sendo a unidade mais comum
(Legenda 2.Figuras ilustrativas de
medidas de deciBel dB)
A intensidade sonora
demonstra se um som é forte ou fraco, isto é, quando ouvimos uma música dos
anos 80, por exemplo, com a ajuda dos estudos da física nesse aspecto podemos
caracterizar esse som, que varia de acordo com a energia que a onda sonora da
tal música transfere para o ambiente externo.
Pelo conceito da física
caracterizamos intensidade sonora como potência sonora recebida por unidade de
área de uma superfície. Onde o tempo também influência e em certos casos
podemos utiliza-lo como ferramenta na própria potência sonora. Ela também está ligada à quantidade de energia transportada pelo som.
Podendo ser divida entre dois tipos:
- Máxima intensidade física, mais conhecida como limiar de dor, tal qual maior valor de intensidade que nosso ouvido pode suportar.
- Mínima intensidade física, ou limiar de audibilidade, o menor valor de intensidade que o ouvido humano possa escutar.
Não conseguimos ouvir uma folha a cair - a intensidade sonora é muito fraca.
O som de um concerto é agradável - intensidade sonora moderada.
Um avião a jacto faz muito barulho ao descolar - intensidade sonora elevada.
Para descobrir se o som produzido por
uma fonte sonora é forte ou fraco, determina-se o Nível Sonoro produzido. O
nível sonoro relaciona a intensidade sonora de um som com a intensidade sonora
do som mais fraco que conseguimos ouvir. Para determinar o nível Sonoro
utiliza-se um Sonómetro.
Timbre é o conceito
físico conhecido pela característica de nos possibilitar a distinção de sons
com a mesma frequência e com a mesma intensidade, isso só ocorre porque as
ondas sonoras que correspondem ao som são diferentes.
Altura, um dos casos
mais famosos no estudo da propriedade do som, quando nos deparamos com um som
agudo e um grave, é exatamente o que determina esse conceito, essa divisão é
caracterizada pela frequência de uma onda sonora. Um
som com baixa frequência é um som grave e o som com altas frequências, agudo.
Velocidade do Som
A propagação do som não é instantânea.
Podemos verificar esse fato durante as tempestades: o trovão chega aos nossos
ouvidos segundos depois do relâmpago, embora ambos os fenômenos (relâmpago e
trovão) se formem ao mesmo tempo.
Assim, o som leva algum
tempo para percorrer determinada distância. Além disso, a velocidade de sua
propagação depende do meio em que ele se propaga e da temperatura em que esse
meio se encontra.
No ar, a temperatura de
15ºC a velocidade do som é de cerca de 340m/s. Essa Velocidade varia em 55cm/s
para cada grau de temperatura acima de zero. A 20ºC, a Velocidade do som é
342m/s, a 0ºC, é de 331m/s.
Na água a 20ºC, a
velocidade do som é de aproximadamente 1130m/s. Nos sólidos, a velocidade
depende da natureza das substâncias.
Efeito Doppler
A alteração da frequência sonora percebida pelo
observador em virtude do movimento relativo de aproximação ou afastamento entre
a fonte e o observador é chamada de Efeito Doppler.
(Legenda 3. Em que meio se propaga melhor, em relação a velocidade do som)
O nome efeito Doppler é uma referência ao físico
austríaco Christian Johann Doppler, que o estudou e descreveu. Ele escreveu um
artigo onde afirma que a frequência do som percebida por um observador depende
do movimento relativo entre a fonte emissora do som e o observador.
Um exemplo típico do efeito Doppler é o caso de uma ambulância com
a sirene ligada quando ela se aproxima ou se afasta de um observador. Quando
ela se aproxima do observador o som é mais agudo e quando ele se afasta o som é
mais grave. Esse é um fenômeno característico de qualquer propagação
ondulatória, e ele é muito mais presente no cotidiano do que pensamos.
É utilizado para medir a velocidade de objetos através de ondas que são
emitidas por aparelhos baseados em radiofrequência ou lasers como, por exemplo,
os radares.
Na astronomia esse fenômeno é utilizado para medir a
velocidade relativa das estrelas e outros objetos celestes em relação ao
planeta Terra. E na medicina é utilizado nos exames de ecocardiograma para
medir a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco.
O efeito Doppler não ocorre
somente com o som. Dessa forma, podemos observa-lo com a luz, que também é uma
onda. Para esse caso, o fenômeno do efeito Doppler se manifesta na mudança de
cor que é percebida pelo observador, uma pessoa, por exemplo, que se aproxima
de um sinal de trânsito que está vermelho, percebe a coloração vermelha mais
intensa se ela estiver parada, pois a frequência de onda luminosa é maior do
que quando a pessoa está em movimento.










