O projeto de modernização afetou a
cultura, tanto quanto os demais setores da sociedade. Possibilitou que
implantasse a ela, meios avançados de produção intelectual e uma tecnologia
mais dinâmica e eficiente, de que resultou a expansão da cultura de massa,
beneficiária principal desses acontecimentos. Porém que antes, nada mais era do
que um interesse aos grupos com certo destaque financeiros que apoiaram a
ampliação das editoras, investiram na publicação de livros e em galerias de
arte e aceitaram o intelectual enquanto um profissional competente e confiável.
Este, que, por várias décadas da vida cultural brasileira, sobrevivera
financeiramente à sombra do Estado, como funcionário público, diplomata ou
professor, ou do patriciado rural, dispunha agora de oportunidades inusitadas
de trabalho, decorrentes da nova situação.
Trouxeram a tona duas atividades praticamente desconhecidas: a publicidade e o jornalismo.Ambas já vinham ocupando os escritores desde o início do século, em razão do mesmo fenômeno: o esforço da sociedade rumo à modernização. Porém, as agências de publicidade em expansão a partir da década de 70 pouco tinham a ver com os escritórios que redigiam reclames na Belle époque.
(Foto 1. Capa da Belle Époque)
Como
interessante a se reparar, já que com a grande censura sofrida, esses dois
novos campos poderiam ser inovadores e aumentariam os bens que poderiam agora
ser divulgados, visto que o Estado não patrocinava esse acesso antes,
valorizando a ignorância. Além de ver que quem passa primeiramente a
patrocinar e oferecer programas antes
não feitos, que eram baseados na apresentação de escritores a estudantes em
cidades do interior ou em universidades particulares, patrocinadas pela Fiat, a Nestlé e a IBM .
A emergência desse novo mercado teve
ainda uma última conseqüência: determinou a expansão de certos gêneros, os que
se vinculavam ao público estudantil. A literatura infantil, destinada sobretudo
aos alunos de primeiro grau, e a novela, gênero que à primeira vista foi o que
mais cresceu nos anos 80, são dois exemplos de um tipo de produto cuja difusão
decorre diretamente da situação descrita.
1980
– O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer cria o Memorial JK (Juscelino
Kubitschek)
( Foto 2. Vista do Memorial JK)
1982
– Fundação do Museu Afro Brasileiro em Salvador, Bahia.


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