quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cenário Cultural

O projeto de modernização afetou a cultura, tanto quanto os demais setores da sociedade. Possibilitou que implantasse a ela, meios avançados de produção intelectual e uma tecnologia mais dinâmica e eficiente, de que resultou a expansão da cultura de massa, beneficiária principal desses acontecimentos. Porém que antes, nada mais era do que um interesse aos grupos com certo destaque financeiros que apoiaram a ampliação das editoras, investiram na publicação de livros e em galerias de arte e aceitaram o intelectual enquanto um profissional competente e confiável. Este, que, por várias décadas da vida cultural brasileira, sobrevivera financeiramente à sombra do Estado, como funcionário público, diplomata ou professor, ou do patriciado rural, dispunha agora de oportunidades inusitadas de trabalho, decorrentes da nova situação.
Trouxeram a tona duas atividades praticamente desconhecidas: a publicidade e o jornalismo.Ambas já vinham ocupando os escritores desde o início do século, em razão do mesmo fenômeno: o esforço da sociedade rumo à modernização. Porém, as agências de publicidade em expansão a partir da década de 70 pouco tinham a ver com os escritórios que redigiam reclames na Belle époque

(Foto 1. Capa da Belle Époque)

            Como interessante a se reparar, já que com a grande censura sofrida, esses dois novos campos poderiam ser inovadores e aumentariam os bens que poderiam agora ser divulgados, visto que o Estado não patrocinava esse acesso antes, valorizando a ignorância. Além de ver que quem passa primeiramente a patrocinar  e oferecer programas antes não feitos, que eram baseados na apresentação de escritores a estudantes em cidades do interior ou em universidades particulares, patrocinadas pela Fiat, a Nestlé e a IBM          .
            A emergência desse novo mercado teve ainda uma última conseqüência: determinou a expansão de certos gêneros, os que se vinculavam ao público estudantil. A literatura infantil, destinada sobretudo aos alunos de primeiro grau, e a novela, gênero que à primeira vista foi o que mais cresceu nos anos 80, são dois exemplos de um tipo de produto cuja difusão decorre diretamente da situação descrita.

1980 – O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer cria o Memorial JK (Juscelino Kubitschek)

( Foto 2. Vista do Memorial JK)

1982 – Fundação do Museu Afro Brasileiro em Salvador, Bahia.


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