terça-feira, 20 de agosto de 2013

Parte I: Exposição ao som na física e na biologia

Em qualquer época, os efeitos do som no nosso organismo dependem do tempo de exposição, da intensidade sonora e da susceptibilidade individual.
O efeito mais conhecido da exposição a sons intensos sejam eles agradáveis ou não, é a perda de audição temporária ou definitiva. A exposição ao ruí­do intenso leva à lesão permanente e irreversí­vel, e que depois de existente, não pode ser resolvida. Essa lesão pode piorar com o tempo e só fica estável quando o ruí­do consumido pela pessoa é controlado.
        A combinação de ingestão de álcool, esforço físico, cansaço, estresse ou a certos estados de saúde, podem gerar zumbido, deterioração do reconhecimento da fala, intolerância a sons, nervosismo, ansiedade, dores de cabeça, tonturas, perturbações circulatórias, taquicardia, dilatação da pupila, alterações do apetite e do sono, liberação de noradrenalida, adrenalina, cortisol, entre outros efeitos. É por causa dessa liberação excessiva de hormônios que muitas pessoas acham que ouvir música em intensidade moderada não dá “emoção” ou “não tem graça”.
O ser humano pode aguentar até 8 horas de exposição direta ao som de até 85 dB. Acima deste limite pode se tornar prejudicial à audição humana. Geralmente, um show de rock tem 130 dB de potência.
        É importante ressaltar que não só a exposição exagerada a sons provenientes de fones de ouvido é prejudicial à saúde auditiva, uma vez que diversas causas podem desencadear uma possível perda da capacidade de ouvir. Assim, as perdas classificam-se como condutivas, sensorioneurais e metabólicas.        O especialista explica que a perda condutiva acontece quando o problema está no caminho que o som faz, desde que ele entra na orelha até chegar ao ouvido interno, podendo ser ocasionada pelo excesso de cera, perfuração no tímpano ou problema no ouvido médio. Já as perdas sensorioneurais acometem o ouvido interno e estão relacionadas à exposição sonora ou perdas auditivas por traumas, uso de determinados medicamentos e perdas genéticas. As perdas metabólicas, geralmente reversíveis, ocorrem devido à alterações nos açúcares, colesterol, triglicerídeos e na tireóide.
        As perdas começam com o uso de MP3, iPod, telefones celulares com fone de ouvido e etc com intensidade alta o que se torna extremamente comum nos dias de hoje,  visto que ja nos anos 80 tinhamos no mercado o Walkman, que pode ser definido como um dos primeiros aparelhos práticos para se carregar e ouvir música, mesmo que naquela época fosse através da fita.Inúmeras são as opções que avançaram nestes anos, fabricadas para atender a todos os gostos, em especial, de jovens e de crianças, interessados em adquirir portáteis de grande potência. E os prejuízos já começam a aparecer. Segundo levantamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, estes públicos são as principais vítimas de lesão auditiva ocasionada por tais ruídos de som.          
        É importante destacar também que existe uma diferença entre escutar sons altos através de aparelhos eletrônicos e ouvi-los a certa distância, ainda que com volumes elevados acima do ideal.


(Legenda 1: Mapa tratando da constituição de uma orelha humana e suas funções)

        A Acústica é uma área da física que estuda o som. Nessa área, estão envolvidas, as Ondas, variações periódicas de uma grandeza física, constituída por:
  • Crista: Pontos de maior intensidade, o topo da onda.
  • Vale: Pontos de menor intensidade da onda.
  • Nível Médio: Pontos entre o as Cristas e os Vales.
         A distância entre a crista ou o vale e o nível médio é chamada amplitude. Já a distância entre duas cristas consecutivas ou dois vales consecutivos é chamada de comprimento de onda.
         O tempo que uma oscilação leva para se repetir é chamado período. E a frequência significa quantas vezes uma oscilação se repete por unidade de tempo.
O Som é uma onda mecânica  que possui a intensidade e frequência necessárias para ser percebida pelo ser humano. Entendemos como onda mecânica uma onda que precisa de meios materiais, como o ar ou o solo, para se propagar. As frequências audíveis pelo ouvido humano ficam entre 16 Hz e 20kHz. Dentro desta faixa a encontra-se a voz humana, instrumentos, musicais, alto-falantes, entre outros.
Basicamente, nível sonoro é a forma de classificar a intensidade de um som além do que nossos ouvidos conseguem captar, sendo assim, abrindo um leque de outras diversas maneiras de analisar uma sonoridade. O ouvido humano tem capacidade de perceber um som entre frequências de 20Hz à 20.000Hz, sendo classificados como uma intensidade elevada perto dos demais outros, que são separados entre, intensidade sonora moderada e fraca.
Os dispositivos que produzem ondas sonoras são chamados de fontes sonoras. Entre os que mais se destacam estão aqueles compostos por:
  • Cordas vibrantes como violão o  piano, as cordas vocais etc.
  • Tubos sonoros como órgão flauta, clarineta.
  • Membranas e placas vibrantes. Ex: tambor
  • Hastes vibrantes como o diapasão. Ex: triângulo
Vale lembrar que o estudo da sonoridade é essencial para a nossa saúde, onde dependendo da intensidade de um som, pode causar a perda da audição ou até influenciar no estado de espirito de uma pessoa.
Como um estudo da física, o nível sonoro adotou as tais unidades: Bel (B) que é utilizado para quantificar o nível sonoro e deciBel (dB) que representa um décimo do Bel, sendo a unidade mais comum

(Legenda 2.Figuras ilustrativas de medidas de deciBel dB)   

A intensidade sonora demonstra se um som é forte ou fraco, isto é, quando ouvimos uma música dos anos 80, por exemplo, com a ajuda dos estudos da física nesse aspecto podemos caracterizar esse som, que varia de acordo com a energia que a onda sonora da tal música transfere para o ambiente externo.
Pelo conceito da física caracterizamos intensidade sonora como potência sonora recebida por unidade de área de uma superfície. Onde o tempo também influência e em certos casos podemos utiliza-lo como ferramenta na própria potência sonora. Ela também está ligada à quantidade de energia transportada pelo som.
Podendo ser divida entre dois tipos:
  • Máxima intensidade física, mais conhecida como limiar de dor, tal qual maior valor de intensidade que nosso ouvido pode suportar.
  • Mínima intensidade física, ou limiar de audibilidade, o menor valor de intensidade que o ouvido humano possa escutar.
Não conseguimos ouvir uma folha a cair - a intensidade sonora é muito fraca.
O som de um concerto é agradável - intensidade sonora moderada.
Um avião a jacto faz muito barulho ao descolar - intensidade sonora elevada.

Para descobrir se o som produzido por uma fonte sonora é forte ou fraco, determina-se o Nível Sonoro produzido. O nível sonoro relaciona a intensidade sonora de um som com a intensidade sonora do som mais fraco que conseguimos ouvir. Para determinar o nível Sonoro utiliza-se um Sonómetro.
Timbre é o conceito físico conhecido pela característica de nos possibilitar a distinção de sons com a mesma frequência e com a mesma intensidade, isso só ocorre porque as ondas sonoras que correspondem ao som são diferentes.
Altura, um dos casos mais famosos no estudo da propriedade do som, quando nos deparamos com um som agudo e um grave, é exatamente o que determina esse conceito, essa divisão é caracterizada pela frequência de uma onda sonora. Um som com baixa frequência é um som grave e o som com altas frequências, agudo.

Velocidade do Som

A propagação do som não é instantânea. Podemos verificar esse fato durante as tempestades: o trovão chega aos nossos ouvidos segundos depois do relâmpago, embora ambos os fenômenos (relâmpago e trovão) se formem ao mesmo tempo.
Assim, o som leva algum tempo para percorrer determinada distância. Além disso, a velocidade de sua propagação depende do meio em que ele se propaga e da temperatura em que esse meio se encontra.
No ar, a temperatura de 15ºC a velocidade do som é de cerca de 340m/s. Essa Velocidade varia em 55cm/s para cada grau de temperatura acima de zero. A 20ºC, a Velocidade do som é 342m/s, a 0ºC, é de 331m/s.
Na água a 20ºC, a velocidade do som é de aproximadamente 1130m/s. Nos sólidos, a velocidade depende da natureza das substâncias.

Efeito Doppler

         A alteração da frequência sonora percebida pelo observador em virtude do movimento relativo de aproximação ou afastamento entre a fonte e o observador é chamada de Efeito Doppler.

(Legenda 3. Em que meio se propaga melhor, em relação a velocidade do som)

      O nome efeito Doppler é uma referência ao físico austríaco Christian Johann Doppler, que o estudou e descreveu. Ele escreveu um artigo onde afirma que a frequência do som percebida por um observador depende do movimento relativo entre a fonte emissora do som e o observador.
       Um exemplo típico do efeito Doppler é o caso de uma ambulância com a sirene ligada quando ela se aproxima ou se afasta de um observador. Quando ela se aproxima do observador o som é mais agudo e quando ele se afasta o som é mais grave. Esse é um fenômeno característico de qualquer propagação ondulatória, e ele é muito mais presente no cotidiano do que pensamos. É utilizado para medir a velocidade de objetos através de ondas que são emitidas por aparelhos baseados em radiofrequência ou lasers como, por exemplo, os radares.
         Na astronomia esse fenômeno é utilizado para medir a velocidade relativa das estrelas e outros objetos celestes em relação ao planeta Terra. E na medicina é utilizado nos exames de ecocardiograma para medir a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo ou do tecido cardíaco.

         O efeito Doppler não ocorre somente com o som. Dessa forma, podemos observa-lo com a luz, que também é uma onda. Para esse caso, o fenômeno do efeito Doppler se manifesta na mudança de cor que é percebida pelo observador, uma pessoa, por exemplo, que se aproxima de um sinal de trânsito que está vermelho, percebe a coloração vermelha mais intensa se ela estiver parada, pois a frequência de onda luminosa é maior do que quando a pessoa está em movimento.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Parte II: Exposição ao som e os anos 80

        Várias bandas e vários cantores fizeram história nos anos 80. Os cantores Eduardo Dusek, Guilherme Arantes, Kiko Zambianchi, Léo Jaime, Cazuza, Rita Lee, Lulu Santos, Renato Russo E Tim Maia(este que já fez parte de outra época também), foram alguns dos mais adorados pela galera. E bandas como Legião Urbana, Biquini Cavadão, Paralamas do sucesso, blitz, titãs, Roupa Nova, Kid Abelha, também marcaram época e são prestigiadas até hoje.

        Nos anos 80 o som poderia ser exposto de diversas maneiras, entre elas em garagens das casas dos jovens da época onde ocorriam os famosos “bailinhos” e em shows ou festivais. Não é a toa que facilmente vemos esse tipo em filmes que reproduzem a famosa Década Dourada.
        Um exemplo clássico de festival é o Rock in Rio. Inesquecível na cabeça de qualquer oitentista, este foi criado em 1985 e foi considerado um divisor de águas. Em janeiro do ano de 1985 esse festival contou com 14 atrações internacionais(o que era raro na época) e 15 atrações nacionais, a maioria delas voltada ao rock. Cantores como Ozzy Osburne, Ivan Lins, Rita Lee e bandas como Iron Maiden, paralamas do sucesso, Scorpions e Barão Vermelho foram algumas das atrações do Rock in Rio que ocorre até hoje e junta milhares de pessoas. No Rock in Rio, As house mixes de som e luz eram separadas. Tudo construído e planejado de acordo com as condições específicas da Cidade do Rock. As house mixes de som e luz eram separadas. O som produzido no palco passava pelas mesas na house mix e era enviado para 120 caixas Vertec 4889 e 84 caixas de sub também Vertec 4880A. Este foi o equipamento básico que permitiu a cerca de 100 mil pessoas durante  sete dias curtir shows que iam do heavy metal do Motörhead ao pop de Shakira.
         A tecnologia já começava a aparecer com evidência no som, ainda que houvesse duas colunas em line array separadas apenas pela de subs, não havia risco de cancelamento quando os sinais eram diferentes. Como temos sinais diferentes emanando de cada coluna, não temos cancelamentos.
         Outros festivais como o Circo Voador erguido em 15/01/1982 e a festa Ploc marcaram época e existem até hoje. Nesses festivais o som era e é exposto praticamente da mesma maneira que era e é exposto no Rock in Rio.

(Legenda 1. Representado o primeiro walkman em 1979 feito pela sony.)

(Legenda 2. Rádio Gradiente com um modelo famoso e com um toca fitas)
        
         Além das músicas terem sido reproduzidas através de shows, subiu um outro grande degrau, sendo responsável pelo Compact Disc, ou popularmente conhecido, CD. E comparando com hoje, o CD acabou se perdendo por novos avanços de um pouco mais de 30 anos. Bom, pra não perder o raciocínio, que tal entrarmos em uma seção lembrança? Aposto que muitos daqui conhecem ou já tiveram contato com uma fita cassete ou para os mais vividos, o vinil (para os íntimos, bolachão). Então, para os amantes da música, o brinquedo da época passou a ser uma vitrola que vinha em conjunto com uma caixa acústica e ao se fechar, parecia uma maleta. Os walkmans, também criados por meados dessa década, ganhara um super prestígio. Por ser prático e fácil, por meio de fitas gravadas entrar em contato com o som. E por curiosidade, as marcas que prevalecem até hoje neste mercado, já eram as pioneiras, como: Gradiente, Philips, Sharp, Semp Toshiba, Sony, Philco. E sem esquecer de atualmente, esses objetos passaram a ser muito requisitados por colecionadores e por questão de decoração.

(Legenda 3. Dificilmente encontrado hoje em dia, acima, uma vitrola utilizada para emitir som de vinil, tornou-se objeto de decoração.)

           É muito bom conhecer outras décadas com outros ritmos musicais, outros costumes, roupas diferentes, visuais diferentes e gostos diferentes. Engana quem pensa que a música se expressou apenas por meio de som, ela era expressa de forma precisa em muitas vestimentas e comportamentos, como os lugares nos quais se entravam em contato com ela, seja shows ou discotecas. Porém é ainda  mais legal ainda saber que alguns tipos de músicas passam de geração em geração e não perdem a beleza e nem o “brilho” que possuem.

Têndencia: A volta do vinil


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Objetivo


            Aprofundar conhecimentos sobre a música brasileira, que obviamente faz parte de nossa cultura. Entender como ela era influenciada devido ao que se passava em seu meio político e social, como também, o que se pretendia dizer em suas letras. A forma que foi levada a sua divulgação Como eram feitas e da onde surgiam seus ritmos. Por exemplo, passar a saber quando seus pais dizem New Wave ou ter em mente a experiência dos que estavam no primeiro Rock in Rio.

Introdução

           Ao contrário do que muitos pensam, a década de 80 não pertence a quem nasceu na época. Pertence a quem viveu.
            Nestes anos, acabaram sendo o suficiente para darem a percussão a música brasileira, ganhando vários destaques. E se não bastasse no ponto de vista musical, marcou muito na política e no social, deixando esta década conhecida como “Década Perdida” na América Latina.O nome se dá pois o início ainda vivenciávamos a Ditadura Militar, o que gerava censura aos músicos. Mas já perdia suas forças, com o esgotamento dessa ideologia e o apoio passava a ser da “Diretas já” que promovia o processo de redemocratização do país. Procurando a participação da sociedade civil na escolha de seus governantes. 
          O gênero musical não se limitava a um só e o tipo brasileiro ganhava lugar mesmo com um pezinho no estrangeiro. Assim que a eletrônica seja de longe a mais fácil de ser lembrada ao dizer anos 80. Associamos as discotecas e lugares destinados a danças e show de rock.
        
           

Contexto Político

Interior do Brasil

1980 – Fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em São Paulo.

1981 – Rondônia deixa de ser território e passa ser um estado da federação.

1984 – Movimento Diretas Já (Movimento que pedia a volta das eleições diretas para presidente do Brasil)

1985 – Fim da Ditadura Militar no Brasil

1985 – o Brasil é governado por presidente civis (candidatura e vitória de Tancredo Neves – de forma indireta , sendo quem realmente assumiu foi José Sarney devido a sua morte), logo com a aceitação do exército e ao aderir as eleições diretas, que ocorrem quatro anos depois, levando ao poder Fernando Collor de Melo que foi apoiado por grupos conservadores, contrários à ascensão das forças trabalhistas; a persistência de problemas herdados das administrações precedentes, a começar pelos da dívida externa e da inflação.

1988 – a Constituição se torna mais liberal que a legada pelo regime anterior (feita por um Congresso elegido pelo povo)

1988 – Amapá e Roraima deixam de ser territórios e passam a ser estados brasileiros. Como também foi criado o estado de Tocantins.

                                                         
                                                            Exterior do Brasil


1982 – Argentina invade as Ilhas Malvinas. Começa a Guerra das Malvinas entre Argentina e Grã-Bretanha.

1989 – Retirada da União Soviética do Afeganistão

1989 – Queda do Muro de Berlim (que marcou o fim da Guerra Fria)


Cenário Cultural

O projeto de modernização afetou a cultura, tanto quanto os demais setores da sociedade. Possibilitou que implantasse a ela, meios avançados de produção intelectual e uma tecnologia mais dinâmica e eficiente, de que resultou a expansão da cultura de massa, beneficiária principal desses acontecimentos. Porém que antes, nada mais era do que um interesse aos grupos com certo destaque financeiros que apoiaram a ampliação das editoras, investiram na publicação de livros e em galerias de arte e aceitaram o intelectual enquanto um profissional competente e confiável. Este, que, por várias décadas da vida cultural brasileira, sobrevivera financeiramente à sombra do Estado, como funcionário público, diplomata ou professor, ou do patriciado rural, dispunha agora de oportunidades inusitadas de trabalho, decorrentes da nova situação.
Trouxeram a tona duas atividades praticamente desconhecidas: a publicidade e o jornalismo.Ambas já vinham ocupando os escritores desde o início do século, em razão do mesmo fenômeno: o esforço da sociedade rumo à modernização. Porém, as agências de publicidade em expansão a partir da década de 70 pouco tinham a ver com os escritórios que redigiam reclames na Belle époque

(Foto 1. Capa da Belle Époque)

            Como interessante a se reparar, já que com a grande censura sofrida, esses dois novos campos poderiam ser inovadores e aumentariam os bens que poderiam agora ser divulgados, visto que o Estado não patrocinava esse acesso antes, valorizando a ignorância. Além de ver que quem passa primeiramente a patrocinar  e oferecer programas antes não feitos, que eram baseados na apresentação de escritores a estudantes em cidades do interior ou em universidades particulares, patrocinadas pela Fiat, a Nestlé e a IBM          .
            A emergência desse novo mercado teve ainda uma última conseqüência: determinou a expansão de certos gêneros, os que se vinculavam ao público estudantil. A literatura infantil, destinada sobretudo aos alunos de primeiro grau, e a novela, gênero que à primeira vista foi o que mais cresceu nos anos 80, são dois exemplos de um tipo de produto cuja difusão decorre diretamente da situação descrita.

1980 – O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer cria o Memorial JK (Juscelino Kubitschek)

( Foto 2. Vista do Memorial JK)

1982 – Fundação do Museu Afro Brasileiro em Salvador, Bahia.


Do fundo do baú: Balão Mágico - SuperFantástico


Literatura


            A literatura dos anos 70 e 80 no Brasil tem sido, até hoje, observada com um olhar um
tanto míope: de um lado, alguns nomes da crítica e da historiografia literária brasileira tendem a enquadrá-la de um modo fechado, com características muito restritas – por vezes, qualificando-a entre o bem e o mal, o bom e o ruim, o frutífero e o inócuo (fazem parte deste enquadramento designações como “literatura marginal”, “literatura do desbunde”, “literatura verdade” ou “literatura do eu”); de outro lado, há o silêncio, a desmemória, o esquecimento.
            Tendo como tema a literatura brasileira doa anos 70 e 80 e sua crítica e motivado por este quadro de negligência.

Pra saber mais: Propagandas






A tal da música: Muito Rock Nacional e Eletrônica




            Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.
            No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".
            Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.
            No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".





 Dentre os artistas mais carismáticos, destacam-se Michael Jackson, com o álbum Thriller, o mais vendido da história, e que também inventou o videoclipe moderno; a parte feminina, Madonna e Cyndi Lauper, um das principais ícones fashion de todos os tempos; Tina Turner voltou ao mundo da música lançando um novo álbum, Private Dancer, mega sucesso que a consagrou como rainha do pop, além de apresentações eletrizantes ao redor do mundo. Outros cantores que se destacam nessa década são Kylie Minogue, Janet Jackson, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince, Billy Idol, Bruce Springsteen, Laura Branigan, entre outros.
Com Eduardo e Mônica perto de completarem bodas de prata, vale a pena recordar o que acontecia quando eles se conheceram. Aquela festa estranha, com gente esquisita, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível, diante das circunstâncias.
            Tudo começou também com Evandro Mesquita que, vindo do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, trouxe a linguagem teatral à sua banda Blitz, suas apresentações em palco e suas canções, a partir de “Você não soube me amar” que, em 1982, abriu as portas para o denominado BRock. Do grupo de teatro, também fazia parte a Regina Casé. Da banda, Lobão e a carioca Fernanda Abreu. Marina Lima, Ritchie e Lulu Santos chegaram sozinhos, os dois últimos vindos de um grupo não muito conhecido, de nome Vímana, junto com Lobão. Num cantinho, meio deslocada, uma turma fazia uma festinha paralela: 14 Bis, Boca Livre e Roupa Nova.
            Sem microcomputador, internet, telefone celular, CD e MP3, a informação era menos acessível. A televisão acabava de entrar na era dos vídeo-clips e as bandas de sucesso tocavam na rádio Fluminense e no Circo Voador, ambos no Rio de Janeiro, e apresentavam-se em programas de auditório como o Cassino do Chacrinha, da Rede Globo. Rolava de tudo: Miquinhos Amestrados, Abóboras Selvagens, Kid Abelha, Kid Vinil, Absyntho, Herva Doce, Sempre Livre, Camisa de Vênus. Difícil descrever, por exemplo, a loucura que era a apresentação dos Titãs, com seus oito integrantes se espalhando pelo pequeno palco em performances alucinantes.

            Nas escolas, na década anterior, os filhos da “revolução” cresciam tendo aulas de “moral e cívica”, que reverenciavam “nossos” presidentes. O movimento estudantil não tinha mais força, as manifestações culturais eram censuradas, a televisão os deixavam burros. Todo esse cerceamento de liberdade teve conseqüências na formação intelectual dessa geração perdida, que parecia de outro mundo, alienados, que não tinham outra cara pra mostrar. Eram o fruto de todo esse lixo, “toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer”. Não havia outra saída: “vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.
            Na década de 80, enfim, o sinal fechado do período de repressão tornou a abrir. Em 1979, veio a Lei da Anistia e em 1982, eleições diretas para governador, embora ainda não para presidente. “Eu vejo a vida melhor no futuro”. Porém, o que fazer com essa senhora liberdade, que abria suas asas sobre nós? Que caminho seguir? Não sabiam como lidar com isso.
            Por outro lado, se a política caminhava em direção a uma maior abertura, a liberdade sexual trilhava o caminho inverso: “meu prazer agora é risco de vida”. Frutos da revolução sexual dos anos 60, os jovens de então depararam-se com um vírus desconhecido, o qual, por ter sido entendido de maneira equivocada como exclusividade de homossexuais e africanos, alastrou-se rapidamente, “se não seremos atingidos, por que nos preocuparmos?”. 
            Alienados, desiludidos, sem posições políticas definidas, “cansados de correr na direção contrária”, a seu jeito, os jovens protestavam: “indecente é você ter que ficar despido de cultura”, “as ilusões estão todas perdidas”, “os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito”, “meu partido é um coração partido”, “minha metralhadora cheia de mágoas”, “meu cartão de crédito é uma navalha”, “ideologia, eu quero uma pra viver”, “a gente não sabemos escolher presidente”, “ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Que país é esse?


            Outros, em crise de identidade, apenas experimentavam o inédito prazer de comprar um disco e gostar de uma banda da qual seus pais não gostavam, que tivesse suas caras. Como rebeldes sem causa (“como é que eu vou crescer, sem ter com quem me rebelar?”), “nossos ídolos ainda são os mesmos” e que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Como eles, queriam se sentir capazes de produzir algo de valor e não mais ter que repetir: “a gente somos inútil”.
            Porém, em meio ao lixo que cuspimos, pudemos garimpar e encontrar belas poesias escritas por Cazuza, Renato Russo e Júlio Barroso, que poderiam ter feito muito mais, não fosse o destino tão cruel ao dizimar algumas das principais cabeças dessa geração. Herbert Vianna escapou por pouco e outros talentos também sobreviveram: Arnaldo Antunes, Nando Reis e Paulinho Moska, que à época rondava o lixo com música barata, junto com os Inimigos do Rei, entre outros.
            O alívio e a certeza de que a década não fora perdida veio, então, quando escutamos Gal Costa, Caetano Veloso, Ney Matogrossoe Luiz Melodia cantando Cazuza, Chico Buarque cantando com Paula Toller, Tom Jobim com Marina Lima e Gilberto Gil cantando e compondo com os Paralamas do Sucesso. Descobrimos, enfim, que poderíamos gostar desses expoentes da nossa geração sem romper com nossos grandes e insubstituíveis ídolos, os mesmos de nossos pais. Roqueiro brasileiro deixou de ter cara de bandido.



Modismo


            Moças e rapazes que hoje tem cerca de 40 anos, provavelmente chegaram a usar calça baggy ou semi baggy. E atire a primeira pedra quem não viu foto de seus pais sem repicaram os cabelos no estilo mullet (Chitãozinho e Xororó). E não para por aqui, tem mais: essas mesmas pessoas, quem não teve mas já quis muito ter um acessório emborrachado da Company em que mulher que era mulher mesmo só saia de casa com o seu poderoso sutiã de ombreiras.
            Outra coisa que estava em alta era o All Star, naquela época importado. Ou ainda calçavam kichutes, bambas, top siders.E pertenciam às gatinhas que vestiam Cantão 4, Philippe Martin, Fiorucci e Fabricatto, e aos gatinhos – surfistas ou não – que desfilavam em suas bermudas de velcro Hang Loose devidamente acompanhadas de camisas Ala Moana e Cristal Grafitti. Tênis da Redley de duas cores e Reebok eram preferências de meninos e meninas. Outra coisa certa, independente do sexo, era que todos tinham medo da loura do banheiro.

(Foto 1. Grande fenômeno da época que não saia do pé dos jovens, o All Star.)

            A moda seguia claramente as influências da TV e do cinema. Assim, os vídeoclips ditavam as regras, por exemplo, os laçarotes de tule eram imortalizados por Madonna em “Procura-se Susan Desesperadamente”.
            Os yuppies (young urban professionals), jovens executivos ávidos por status, também eram outro movimento. E os shoppings tornaram-se o paraíso na terra dos consumistas de plantão.
            Mas não bastava ser bem sucedido e bem vestido. Nessa década, ter um corpo bonito era fundamental para o sucesso. E seguindo pelo caminho do exagero que pautou os 80, a ginástica aeróbica chegou com tudo. (As famosas polainas e faixas atoalhadas na cabeça surgiram deste modo)
            E os biquínis? O modelo de duas cores – sempre fluorescentes – que enrolava na parte de baixo, era o grande campeão da areia.
            A geração new wave, mais um marco desses tempos, fazia a cabeça com gels purpurinados e multicoloridos.
            Os oitenta ainda abriram espaço para outras tribos – como eram chamados – e cada grupo tinha o seu próprio dress code. Os punks com seu visual carregado, os grunges com seus jeans desbotados e camisas xadrez, os darks, os góticos...
            Botas brancas e o visual by Xuxa, pochete na cintura e calça jeans strech foram outros marcos da moda oitentista. Muitos deles voltaram e estão por aí entre nós. Repare nas unhas azuis ou de cores fluorescentes que pintaram nas mãozinhas mais bem cuidadas do verão 2010. Fique de olho também nos óculos modelo wayfarer, presentes nas festas mais descoladas do planeta, chova ou faça sol. Tênis Vans, mangas morcego e até as malfadadas ombreiras voltaram às paginas da moda atual..


 (Foto 2. Relógio Champion. Quem nunca ouviu falar do queridinho troca pulseiras? Chegou faz um tempinho e por esses anos, tem voltado com força também)

Do fundo do baú: Eduardo e Monica - Legião Urbana

A música e a matemática


            As relações entre a matemática e a musica são muito antigas. No mundo grego, no séc VI, os pitagóricos sublinharam o papel desempenhado pelo numero e pela proporção na compreensão do universo, eles consideravam que a musica encerra uma aritmética oculta e que a harmonia é a proporção que une os princípios contrários presentes na constituição de qualquer ser distinguindo dois tipos de harmonia:

·         A harmonia sensível: Que se faz sentir pelos instrumentos musicais.

·         A harmonia inteligível: Consiste na articulação dos números.

Diversão


           Em 1980, surgiram muitas inovações para o divertimento da galera. Um bom exemplo disso foi o cubo magico, que foi febre na década de 80. 

(Foto 1. Cubo Mágico)

           O Genius foi lançado pela Estrela. Neste jogo os jogadores tinham que repetir a seqüência de cores e a cada rodada o jogo acrescentava novos movimentos e a velocidade das luzes aumentava.

(Foto 2. Genius)

          A Philco lançou o telejogo com dez opções, uma revolução nos videogames, mas tudo isso apenas para preparar o campo para o Atari. Lançado pela Gradiente Polyvox este videogame imperou na década de oitenta, tinha um competidor, o Odyssey da Phillips, mas esse não incomodou muito o Atari que inclusive era mais barato. O Pac Man, Pitfall, Space Invaders são alguns dos exemplos que viraram mania e deixava muitas vezes as crianças sem fazer o dever de casa.           

(Foto 3. O primeiro vídeo game)

            A Barbie aportou no Brasil em 82 e acabou com o reinado da Susi, sua antecessora nacional que trazia um corpo pré adolescente, ambas foram registradas pela Estrela e só no Brasil a Barbie teve pulsos articulados.
            A série Falcon ganhou energia nova com o lançamento da série olhos de águia que fazia o boneco mexer os olhos para os dois lados. Sua versão futurista também foi nesta época que apareceu o vilão Torak e o Condor amigo cibernético de nosso herói.
            A fofolete, Quem-me-quer, Menina Flor, Bate Palminhas, Maezinha, Emília e muitas outras foram bonecas que viraram manias entre todas as garotas.

(Foto 4. Propaganda da primeira fofolete)

            Carrinhos sempre foram mania dos meninos e o Match Box sempre imperou desde a década de 70, eram modelos de cerca de cinco centímetros e em alguns exemplares abriam as portas e mala. O pé na tábua fez muito sucesso na época, tinha uma engrenagem interessante, uma bomba que se encaixava atrás do carro e ele saia em disparada depois que a gente pisava com toda a força na bomba.
            Muitos brinquedos vinham da década de setenta, mas ganharam força e atravessaram para as outras gerações, o Autorama com a versão da Coopersucar, o Playmobil e todos os seus apetrechos.
            Jogos também é uma parte muito interessante da década, o WAR primeiro jogo a ser lançado no Brasil direto para o público adulto ganha sua segunda versão, o WAR II, mais estratégico e complexo é de autoria de um brasileiro Mário Seabra, foi lançado em 81.
            O Ioiô da Coca-cola servia como uma competição entre os jovens. A Coca-cola presenteava a quem guardasse uma quantidade de tampinhas miniaturas de engradados com modelos do refrigerante no mundo todo.
            Mesmo com tantas inovações a pipa e o carrinho de rolimã eram muito populares. As bolinhas de gude e o futebol de botão eram praticados em todos os cantos.

O incrível mundo dos heróis


           No início de 1985, o escritor e editor Mark Grunewald escreveu a mini-série “O Esquadrão Supremo”, na Marvel Comics, onde heróis que eram cópias da “Liga da Justiça” da editora rival (DC), que habitavam uma realidade paralela decidem resolver os problemas da Terra assumindo o controle dela de forma ditatorial. No ano seguinte, o inglês Alan Moore criaria o que, para muitos, foi a melhor história de super-heróis de todos os tempos, “Watchmen” (DC), que guardava uma visão perturbadora bastante parecida com a obra de Mark Grunewald.
            Maturidade não era um assunto estranho no universo dos heróis. Em 1969-70, Denny O’Neal e Neal Adams criaram uma série de histórias que tratavam de racismo, preconceito religioso, corrupção e uso de drogas por jovens que sacudiram o mercado. Os heróis da revista eram o Lanterna Verde e seu amigo, o Arqueiro Verde. Se avançarmos o tempo até os anos oitenta, chegamos ao nome de Frank Miller, que assume a revista do Demolidor, que estava para ser cancelada pela Marvel. Nela, o advogado cego Matt Murdock era apresentado como um homem em tormento, apaixonado por uma assassina, perdido em decepções e fracassos. Incensado pelo sucesso, Miller é convidado pela DC para apresentar, em 1986, sua versão de uma das suas personagens mais importantes, Batman.
            Surge o “Cavaleiro das Trevas”, mostrando um herói setentão, cercado pela anarquia, perversão e ladrões no poder. Num acesso de fúria revestida de vaidade, o homem velho retorna para o manto do morcego, para acrescentar a sua loucura pessoal de princípios e máscaras a esse cenário. 
Foi necessária uma reconstrução absoluta das personagens. Quem leva isso mais a sério é a DC com a série “Crise Nas Infinitas Terras, onde diversos heróis morrem e universos paralelos são destruídos para o estabelecimento de um totalmente novo. Todas as origens precisam ser recontada. Os anos oitenta então conhecem um novo Super-Homem, entre outros remodelados, e parecem tentar organizar a forte onda distópica que marcou sua metade.


(Foto 1. Um dos mais conhecidos do começo da história em quadrinhos com o "Cavaleiro das Trevas")

           O selo de editora inteiramente voltada para histórias adultas é criado com imenso sucesso: VERTIGO, administrado pela DC, que recolhe as melhores experiências maduras realizadas em algumas das revistas, notavelmente “O Monstro do Pântano” e “John Constantine – Hellblazer, que vai resultar na maior obra prima dos quadrinhos para a próxima década: “Sandman”, de Neil Gaiman.

(Foto 2. Acima, ilustrando um dos famosos da época, o Demolidor.)
 
            No caso da Marvel, Frank Miller retorna ao personagem que lhe deu fama, o Demolidor, para escrever seu melhor roteiro: a saga “Born Again” (“A Queda de Murdock”), onde o herói tem sua vida inteiramente destruída para descobrir, no final, que ruínas existenciais fornecem novos espaços para novas construções numa vida nova. Nada mal para uma década marcada pela visão pessimista numa mídia que antes não era para ser levada a sério. Atualmente, Miller, Moore e Gaiman são vendidos em álbuns de luxo na Europa.

Pra saber mais: Curiosidades


  • De onde surgiu o New Wave e o que o influenciou?
            Um dos gêneros musicais mais importantes que surgiu no início dos anos 80 que tem como subgêneros o Electroclash, o New Romantic, o Mod Revival, o Dance-Punk, o Synthpop e o Darkwave. Inspirando-se principalmente no movimento de vanguarda do cinema frânces (anos 50) chamado Nouvelle Vogue.
            Surgiu nos Estados Unidos da América e no Reino Unido como uma mistura de vários gêneros – Punk Rock (tendo seus instrumentos como a guitarra elétrica, o baixo, a bateria, teclados e um sintentizados – espécie de teclado utilizado para produzir sons gerados artificialmente), Música Disco, Power Pop, Música Electrônia, Art Rock, Glam Rock.

  • 1984- É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro.
  • 1985 - No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. 
(Foto 1. Forma de divulgação dos shows em cada dia que seriam realizados no primeiro Rock in Rio)

·         Além disso, a década de 80 deixou um legado técnico na nossa produção fonográfica com novos produtores aparecendo e se aproximando dos grandes estúdios através da produção dos artistas que eram lançados ou trazidos por eles próprios renovando assim, a estética, a maneira de timbrar, equalizar e de mixar os discos no Brasil.

·         Outro fato, é que este ano foi lançado um filme “Somos tão jovens” com o intuito de contar a história de Renato Russo.
  (Em cartaz)
(Foto 2. Cartaz do Filme que trata sobre o Renata Russo)