quinta-feira, 16 de maio de 2013

Objetivo


            Aprofundar conhecimentos sobre a música brasileira, que obviamente faz parte de nossa cultura. Entender como ela era influenciada devido ao que se passava em seu meio político e social, como também, o que se pretendia dizer em suas letras. A forma que foi levada a sua divulgação Como eram feitas e da onde surgiam seus ritmos. Por exemplo, passar a saber quando seus pais dizem New Wave ou ter em mente a experiência dos que estavam no primeiro Rock in Rio.

Introdução

           Ao contrário do que muitos pensam, a década de 80 não pertence a quem nasceu na época. Pertence a quem viveu.
            Nestes anos, acabaram sendo o suficiente para darem a percussão a música brasileira, ganhando vários destaques. E se não bastasse no ponto de vista musical, marcou muito na política e no social, deixando esta década conhecida como “Década Perdida” na América Latina.O nome se dá pois o início ainda vivenciávamos a Ditadura Militar, o que gerava censura aos músicos. Mas já perdia suas forças, com o esgotamento dessa ideologia e o apoio passava a ser da “Diretas já” que promovia o processo de redemocratização do país. Procurando a participação da sociedade civil na escolha de seus governantes. 
          O gênero musical não se limitava a um só e o tipo brasileiro ganhava lugar mesmo com um pezinho no estrangeiro. Assim que a eletrônica seja de longe a mais fácil de ser lembrada ao dizer anos 80. Associamos as discotecas e lugares destinados a danças e show de rock.
        
           

Contexto Político

Interior do Brasil

1980 – Fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em São Paulo.

1981 – Rondônia deixa de ser território e passa ser um estado da federação.

1984 – Movimento Diretas Já (Movimento que pedia a volta das eleições diretas para presidente do Brasil)

1985 – Fim da Ditadura Militar no Brasil

1985 – o Brasil é governado por presidente civis (candidatura e vitória de Tancredo Neves – de forma indireta , sendo quem realmente assumiu foi José Sarney devido a sua morte), logo com a aceitação do exército e ao aderir as eleições diretas, que ocorrem quatro anos depois, levando ao poder Fernando Collor de Melo que foi apoiado por grupos conservadores, contrários à ascensão das forças trabalhistas; a persistência de problemas herdados das administrações precedentes, a começar pelos da dívida externa e da inflação.

1988 – a Constituição se torna mais liberal que a legada pelo regime anterior (feita por um Congresso elegido pelo povo)

1988 – Amapá e Roraima deixam de ser territórios e passam a ser estados brasileiros. Como também foi criado o estado de Tocantins.

                                                         
                                                            Exterior do Brasil


1982 – Argentina invade as Ilhas Malvinas. Começa a Guerra das Malvinas entre Argentina e Grã-Bretanha.

1989 – Retirada da União Soviética do Afeganistão

1989 – Queda do Muro de Berlim (que marcou o fim da Guerra Fria)


Cenário Cultural

O projeto de modernização afetou a cultura, tanto quanto os demais setores da sociedade. Possibilitou que implantasse a ela, meios avançados de produção intelectual e uma tecnologia mais dinâmica e eficiente, de que resultou a expansão da cultura de massa, beneficiária principal desses acontecimentos. Porém que antes, nada mais era do que um interesse aos grupos com certo destaque financeiros que apoiaram a ampliação das editoras, investiram na publicação de livros e em galerias de arte e aceitaram o intelectual enquanto um profissional competente e confiável. Este, que, por várias décadas da vida cultural brasileira, sobrevivera financeiramente à sombra do Estado, como funcionário público, diplomata ou professor, ou do patriciado rural, dispunha agora de oportunidades inusitadas de trabalho, decorrentes da nova situação.
Trouxeram a tona duas atividades praticamente desconhecidas: a publicidade e o jornalismo.Ambas já vinham ocupando os escritores desde o início do século, em razão do mesmo fenômeno: o esforço da sociedade rumo à modernização. Porém, as agências de publicidade em expansão a partir da década de 70 pouco tinham a ver com os escritórios que redigiam reclames na Belle époque

(Foto 1. Capa da Belle Époque)

            Como interessante a se reparar, já que com a grande censura sofrida, esses dois novos campos poderiam ser inovadores e aumentariam os bens que poderiam agora ser divulgados, visto que o Estado não patrocinava esse acesso antes, valorizando a ignorância. Além de ver que quem passa primeiramente a patrocinar  e oferecer programas antes não feitos, que eram baseados na apresentação de escritores a estudantes em cidades do interior ou em universidades particulares, patrocinadas pela Fiat, a Nestlé e a IBM          .
            A emergência desse novo mercado teve ainda uma última conseqüência: determinou a expansão de certos gêneros, os que se vinculavam ao público estudantil. A literatura infantil, destinada sobretudo aos alunos de primeiro grau, e a novela, gênero que à primeira vista foi o que mais cresceu nos anos 80, são dois exemplos de um tipo de produto cuja difusão decorre diretamente da situação descrita.

1980 – O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer cria o Memorial JK (Juscelino Kubitschek)

( Foto 2. Vista do Memorial JK)

1982 – Fundação do Museu Afro Brasileiro em Salvador, Bahia.


Do fundo do baú: Balão Mágico - SuperFantástico


Literatura


            A literatura dos anos 70 e 80 no Brasil tem sido, até hoje, observada com um olhar um
tanto míope: de um lado, alguns nomes da crítica e da historiografia literária brasileira tendem a enquadrá-la de um modo fechado, com características muito restritas – por vezes, qualificando-a entre o bem e o mal, o bom e o ruim, o frutífero e o inócuo (fazem parte deste enquadramento designações como “literatura marginal”, “literatura do desbunde”, “literatura verdade” ou “literatura do eu”); de outro lado, há o silêncio, a desmemória, o esquecimento.
            Tendo como tema a literatura brasileira doa anos 70 e 80 e sua crítica e motivado por este quadro de negligência.

Pra saber mais: Propagandas






A tal da música: Muito Rock Nacional e Eletrônica




            Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.
            No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".
            Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.
            No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".





 Dentre os artistas mais carismáticos, destacam-se Michael Jackson, com o álbum Thriller, o mais vendido da história, e que também inventou o videoclipe moderno; a parte feminina, Madonna e Cyndi Lauper, um das principais ícones fashion de todos os tempos; Tina Turner voltou ao mundo da música lançando um novo álbum, Private Dancer, mega sucesso que a consagrou como rainha do pop, além de apresentações eletrizantes ao redor do mundo. Outros cantores que se destacam nessa década são Kylie Minogue, Janet Jackson, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince, Billy Idol, Bruce Springsteen, Laura Branigan, entre outros.
Com Eduardo e Mônica perto de completarem bodas de prata, vale a pena recordar o que acontecia quando eles se conheceram. Aquela festa estranha, com gente esquisita, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível, diante das circunstâncias.
            Tudo começou também com Evandro Mesquita que, vindo do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, trouxe a linguagem teatral à sua banda Blitz, suas apresentações em palco e suas canções, a partir de “Você não soube me amar” que, em 1982, abriu as portas para o denominado BRock. Do grupo de teatro, também fazia parte a Regina Casé. Da banda, Lobão e a carioca Fernanda Abreu. Marina Lima, Ritchie e Lulu Santos chegaram sozinhos, os dois últimos vindos de um grupo não muito conhecido, de nome Vímana, junto com Lobão. Num cantinho, meio deslocada, uma turma fazia uma festinha paralela: 14 Bis, Boca Livre e Roupa Nova.
            Sem microcomputador, internet, telefone celular, CD e MP3, a informação era menos acessível. A televisão acabava de entrar na era dos vídeo-clips e as bandas de sucesso tocavam na rádio Fluminense e no Circo Voador, ambos no Rio de Janeiro, e apresentavam-se em programas de auditório como o Cassino do Chacrinha, da Rede Globo. Rolava de tudo: Miquinhos Amestrados, Abóboras Selvagens, Kid Abelha, Kid Vinil, Absyntho, Herva Doce, Sempre Livre, Camisa de Vênus. Difícil descrever, por exemplo, a loucura que era a apresentação dos Titãs, com seus oito integrantes se espalhando pelo pequeno palco em performances alucinantes.

            Nas escolas, na década anterior, os filhos da “revolução” cresciam tendo aulas de “moral e cívica”, que reverenciavam “nossos” presidentes. O movimento estudantil não tinha mais força, as manifestações culturais eram censuradas, a televisão os deixavam burros. Todo esse cerceamento de liberdade teve conseqüências na formação intelectual dessa geração perdida, que parecia de outro mundo, alienados, que não tinham outra cara pra mostrar. Eram o fruto de todo esse lixo, “toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer”. Não havia outra saída: “vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.
            Na década de 80, enfim, o sinal fechado do período de repressão tornou a abrir. Em 1979, veio a Lei da Anistia e em 1982, eleições diretas para governador, embora ainda não para presidente. “Eu vejo a vida melhor no futuro”. Porém, o que fazer com essa senhora liberdade, que abria suas asas sobre nós? Que caminho seguir? Não sabiam como lidar com isso.
            Por outro lado, se a política caminhava em direção a uma maior abertura, a liberdade sexual trilhava o caminho inverso: “meu prazer agora é risco de vida”. Frutos da revolução sexual dos anos 60, os jovens de então depararam-se com um vírus desconhecido, o qual, por ter sido entendido de maneira equivocada como exclusividade de homossexuais e africanos, alastrou-se rapidamente, “se não seremos atingidos, por que nos preocuparmos?”. 
            Alienados, desiludidos, sem posições políticas definidas, “cansados de correr na direção contrária”, a seu jeito, os jovens protestavam: “indecente é você ter que ficar despido de cultura”, “as ilusões estão todas perdidas”, “os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito”, “meu partido é um coração partido”, “minha metralhadora cheia de mágoas”, “meu cartão de crédito é uma navalha”, “ideologia, eu quero uma pra viver”, “a gente não sabemos escolher presidente”, “ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Que país é esse?


            Outros, em crise de identidade, apenas experimentavam o inédito prazer de comprar um disco e gostar de uma banda da qual seus pais não gostavam, que tivesse suas caras. Como rebeldes sem causa (“como é que eu vou crescer, sem ter com quem me rebelar?”), “nossos ídolos ainda são os mesmos” e que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Como eles, queriam se sentir capazes de produzir algo de valor e não mais ter que repetir: “a gente somos inútil”.
            Porém, em meio ao lixo que cuspimos, pudemos garimpar e encontrar belas poesias escritas por Cazuza, Renato Russo e Júlio Barroso, que poderiam ter feito muito mais, não fosse o destino tão cruel ao dizimar algumas das principais cabeças dessa geração. Herbert Vianna escapou por pouco e outros talentos também sobreviveram: Arnaldo Antunes, Nando Reis e Paulinho Moska, que à época rondava o lixo com música barata, junto com os Inimigos do Rei, entre outros.
            O alívio e a certeza de que a década não fora perdida veio, então, quando escutamos Gal Costa, Caetano Veloso, Ney Matogrossoe Luiz Melodia cantando Cazuza, Chico Buarque cantando com Paula Toller, Tom Jobim com Marina Lima e Gilberto Gil cantando e compondo com os Paralamas do Sucesso. Descobrimos, enfim, que poderíamos gostar desses expoentes da nossa geração sem romper com nossos grandes e insubstituíveis ídolos, os mesmos de nossos pais. Roqueiro brasileiro deixou de ter cara de bandido.



Modismo


            Moças e rapazes que hoje tem cerca de 40 anos, provavelmente chegaram a usar calça baggy ou semi baggy. E atire a primeira pedra quem não viu foto de seus pais sem repicaram os cabelos no estilo mullet (Chitãozinho e Xororó). E não para por aqui, tem mais: essas mesmas pessoas, quem não teve mas já quis muito ter um acessório emborrachado da Company em que mulher que era mulher mesmo só saia de casa com o seu poderoso sutiã de ombreiras.
            Outra coisa que estava em alta era o All Star, naquela época importado. Ou ainda calçavam kichutes, bambas, top siders.E pertenciam às gatinhas que vestiam Cantão 4, Philippe Martin, Fiorucci e Fabricatto, e aos gatinhos – surfistas ou não – que desfilavam em suas bermudas de velcro Hang Loose devidamente acompanhadas de camisas Ala Moana e Cristal Grafitti. Tênis da Redley de duas cores e Reebok eram preferências de meninos e meninas. Outra coisa certa, independente do sexo, era que todos tinham medo da loura do banheiro.

(Foto 1. Grande fenômeno da época que não saia do pé dos jovens, o All Star.)

            A moda seguia claramente as influências da TV e do cinema. Assim, os vídeoclips ditavam as regras, por exemplo, os laçarotes de tule eram imortalizados por Madonna em “Procura-se Susan Desesperadamente”.
            Os yuppies (young urban professionals), jovens executivos ávidos por status, também eram outro movimento. E os shoppings tornaram-se o paraíso na terra dos consumistas de plantão.
            Mas não bastava ser bem sucedido e bem vestido. Nessa década, ter um corpo bonito era fundamental para o sucesso. E seguindo pelo caminho do exagero que pautou os 80, a ginástica aeróbica chegou com tudo. (As famosas polainas e faixas atoalhadas na cabeça surgiram deste modo)
            E os biquínis? O modelo de duas cores – sempre fluorescentes – que enrolava na parte de baixo, era o grande campeão da areia.
            A geração new wave, mais um marco desses tempos, fazia a cabeça com gels purpurinados e multicoloridos.
            Os oitenta ainda abriram espaço para outras tribos – como eram chamados – e cada grupo tinha o seu próprio dress code. Os punks com seu visual carregado, os grunges com seus jeans desbotados e camisas xadrez, os darks, os góticos...
            Botas brancas e o visual by Xuxa, pochete na cintura e calça jeans strech foram outros marcos da moda oitentista. Muitos deles voltaram e estão por aí entre nós. Repare nas unhas azuis ou de cores fluorescentes que pintaram nas mãozinhas mais bem cuidadas do verão 2010. Fique de olho também nos óculos modelo wayfarer, presentes nas festas mais descoladas do planeta, chova ou faça sol. Tênis Vans, mangas morcego e até as malfadadas ombreiras voltaram às paginas da moda atual..


 (Foto 2. Relógio Champion. Quem nunca ouviu falar do queridinho troca pulseiras? Chegou faz um tempinho e por esses anos, tem voltado com força também)

Do fundo do baú: Eduardo e Monica - Legião Urbana

A música e a matemática


            As relações entre a matemática e a musica são muito antigas. No mundo grego, no séc VI, os pitagóricos sublinharam o papel desempenhado pelo numero e pela proporção na compreensão do universo, eles consideravam que a musica encerra uma aritmética oculta e que a harmonia é a proporção que une os princípios contrários presentes na constituição de qualquer ser distinguindo dois tipos de harmonia:

·         A harmonia sensível: Que se faz sentir pelos instrumentos musicais.

·         A harmonia inteligível: Consiste na articulação dos números.

Diversão


           Em 1980, surgiram muitas inovações para o divertimento da galera. Um bom exemplo disso foi o cubo magico, que foi febre na década de 80. 

(Foto 1. Cubo Mágico)

           O Genius foi lançado pela Estrela. Neste jogo os jogadores tinham que repetir a seqüência de cores e a cada rodada o jogo acrescentava novos movimentos e a velocidade das luzes aumentava.

(Foto 2. Genius)

          A Philco lançou o telejogo com dez opções, uma revolução nos videogames, mas tudo isso apenas para preparar o campo para o Atari. Lançado pela Gradiente Polyvox este videogame imperou na década de oitenta, tinha um competidor, o Odyssey da Phillips, mas esse não incomodou muito o Atari que inclusive era mais barato. O Pac Man, Pitfall, Space Invaders são alguns dos exemplos que viraram mania e deixava muitas vezes as crianças sem fazer o dever de casa.           

(Foto 3. O primeiro vídeo game)

            A Barbie aportou no Brasil em 82 e acabou com o reinado da Susi, sua antecessora nacional que trazia um corpo pré adolescente, ambas foram registradas pela Estrela e só no Brasil a Barbie teve pulsos articulados.
            A série Falcon ganhou energia nova com o lançamento da série olhos de águia que fazia o boneco mexer os olhos para os dois lados. Sua versão futurista também foi nesta época que apareceu o vilão Torak e o Condor amigo cibernético de nosso herói.
            A fofolete, Quem-me-quer, Menina Flor, Bate Palminhas, Maezinha, Emília e muitas outras foram bonecas que viraram manias entre todas as garotas.

(Foto 4. Propaganda da primeira fofolete)

            Carrinhos sempre foram mania dos meninos e o Match Box sempre imperou desde a década de 70, eram modelos de cerca de cinco centímetros e em alguns exemplares abriam as portas e mala. O pé na tábua fez muito sucesso na época, tinha uma engrenagem interessante, uma bomba que se encaixava atrás do carro e ele saia em disparada depois que a gente pisava com toda a força na bomba.
            Muitos brinquedos vinham da década de setenta, mas ganharam força e atravessaram para as outras gerações, o Autorama com a versão da Coopersucar, o Playmobil e todos os seus apetrechos.
            Jogos também é uma parte muito interessante da década, o WAR primeiro jogo a ser lançado no Brasil direto para o público adulto ganha sua segunda versão, o WAR II, mais estratégico e complexo é de autoria de um brasileiro Mário Seabra, foi lançado em 81.
            O Ioiô da Coca-cola servia como uma competição entre os jovens. A Coca-cola presenteava a quem guardasse uma quantidade de tampinhas miniaturas de engradados com modelos do refrigerante no mundo todo.
            Mesmo com tantas inovações a pipa e o carrinho de rolimã eram muito populares. As bolinhas de gude e o futebol de botão eram praticados em todos os cantos.

O incrível mundo dos heróis


           No início de 1985, o escritor e editor Mark Grunewald escreveu a mini-série “O Esquadrão Supremo”, na Marvel Comics, onde heróis que eram cópias da “Liga da Justiça” da editora rival (DC), que habitavam uma realidade paralela decidem resolver os problemas da Terra assumindo o controle dela de forma ditatorial. No ano seguinte, o inglês Alan Moore criaria o que, para muitos, foi a melhor história de super-heróis de todos os tempos, “Watchmen” (DC), que guardava uma visão perturbadora bastante parecida com a obra de Mark Grunewald.
            Maturidade não era um assunto estranho no universo dos heróis. Em 1969-70, Denny O’Neal e Neal Adams criaram uma série de histórias que tratavam de racismo, preconceito religioso, corrupção e uso de drogas por jovens que sacudiram o mercado. Os heróis da revista eram o Lanterna Verde e seu amigo, o Arqueiro Verde. Se avançarmos o tempo até os anos oitenta, chegamos ao nome de Frank Miller, que assume a revista do Demolidor, que estava para ser cancelada pela Marvel. Nela, o advogado cego Matt Murdock era apresentado como um homem em tormento, apaixonado por uma assassina, perdido em decepções e fracassos. Incensado pelo sucesso, Miller é convidado pela DC para apresentar, em 1986, sua versão de uma das suas personagens mais importantes, Batman.
            Surge o “Cavaleiro das Trevas”, mostrando um herói setentão, cercado pela anarquia, perversão e ladrões no poder. Num acesso de fúria revestida de vaidade, o homem velho retorna para o manto do morcego, para acrescentar a sua loucura pessoal de princípios e máscaras a esse cenário. 
Foi necessária uma reconstrução absoluta das personagens. Quem leva isso mais a sério é a DC com a série “Crise Nas Infinitas Terras, onde diversos heróis morrem e universos paralelos são destruídos para o estabelecimento de um totalmente novo. Todas as origens precisam ser recontada. Os anos oitenta então conhecem um novo Super-Homem, entre outros remodelados, e parecem tentar organizar a forte onda distópica que marcou sua metade.


(Foto 1. Um dos mais conhecidos do começo da história em quadrinhos com o "Cavaleiro das Trevas")

           O selo de editora inteiramente voltada para histórias adultas é criado com imenso sucesso: VERTIGO, administrado pela DC, que recolhe as melhores experiências maduras realizadas em algumas das revistas, notavelmente “O Monstro do Pântano” e “John Constantine – Hellblazer, que vai resultar na maior obra prima dos quadrinhos para a próxima década: “Sandman”, de Neil Gaiman.

(Foto 2. Acima, ilustrando um dos famosos da época, o Demolidor.)
 
            No caso da Marvel, Frank Miller retorna ao personagem que lhe deu fama, o Demolidor, para escrever seu melhor roteiro: a saga “Born Again” (“A Queda de Murdock”), onde o herói tem sua vida inteiramente destruída para descobrir, no final, que ruínas existenciais fornecem novos espaços para novas construções numa vida nova. Nada mal para uma década marcada pela visão pessimista numa mídia que antes não era para ser levada a sério. Atualmente, Miller, Moore e Gaiman são vendidos em álbuns de luxo na Europa.

Pra saber mais: Curiosidades


  • De onde surgiu o New Wave e o que o influenciou?
            Um dos gêneros musicais mais importantes que surgiu no início dos anos 80 que tem como subgêneros o Electroclash, o New Romantic, o Mod Revival, o Dance-Punk, o Synthpop e o Darkwave. Inspirando-se principalmente no movimento de vanguarda do cinema frânces (anos 50) chamado Nouvelle Vogue.
            Surgiu nos Estados Unidos da América e no Reino Unido como uma mistura de vários gêneros – Punk Rock (tendo seus instrumentos como a guitarra elétrica, o baixo, a bateria, teclados e um sintentizados – espécie de teclado utilizado para produzir sons gerados artificialmente), Música Disco, Power Pop, Música Electrônia, Art Rock, Glam Rock.

  • 1984- É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro.
  • 1985 - No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. 
(Foto 1. Forma de divulgação dos shows em cada dia que seriam realizados no primeiro Rock in Rio)

·         Além disso, a década de 80 deixou um legado técnico na nossa produção fonográfica com novos produtores aparecendo e se aproximando dos grandes estúdios através da produção dos artistas que eram lançados ou trazidos por eles próprios renovando assim, a estética, a maneira de timbrar, equalizar e de mixar os discos no Brasil.

·         Outro fato, é que este ano foi lançado um filme “Somos tão jovens” com o intuito de contar a história de Renato Russo.
  (Em cartaz)
(Foto 2. Cartaz do Filme que trata sobre o Renata Russo)

Outras áreas: Um novo mundo!

Televisão

Junho de 1980: lançado o canal de notícias norte-americano CNN.

Julho de 1980: sai do ar a Rede Tupi de Televisão.

19 de agosto de 1981: entra no ar o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

(Foto 1. Por meio de esquema, a evolução que o canal SBT sofreu desde 1981)

Agosto de 1984: é exibido, no Brasil, pelo SBT, o primeiro episódio da série Chaves.

28 de dezembro de1986: vai ao ar, na rede Globo, a 1ª edição do Criança Esperança.

Cinema

Maio de 1980: lançamento do filme Star Wars: O Império Contra-Ataca (Episódio V).

1980: no Brasil, o cineasta Glauber Rocha lança o filme Idade da Terra.

1980: o cineasta Stanley Kubrick lança o sucesso do terror "O Iluminado".

Junho de 1982: estréia nos cinemas o filme "E.T, o Extra Terrestre".

Esportes

      1980: Olimpíadas de Moscou (União Soviética). Estados Unidos boicotam os Jogos Olímpicos por       motivos políticos.

      1982: realização da Copa do Mundo de Futebol na Espanha. Itália torna-se campeã.

      1983: Nelson Piquet torna-se bicampeão mundial de Formula 1.

      1984: Jogos Olímpicos de Los Angeles nos Estados Unidos.
Foto 2. Á esquerda. Representando a XXlll Olimpíada que ocorreu em Los Angeles em 1984. 

      1986: realização da Copa do Mundo de Futebol no México: comandada por Maradona, a seleção da Argentina torna-se campeã.

      1988: realização das Olimpíadas de Seul (Coreia do Sul) 

(Foto 3. Mostrando outra realização de Olimpiadas que ocorreram quatro anos depois - 1988 na Coreia do Sul)
     Ciência e Tecnologia

     30 de setembro de 1980: publicado o padrão da ethernet (tecnologia para redes locais).

     Abril de 1981: a nave espacial Colúmbia faz seu primeiro vôo

    Janeiro de 1983: a empresa Apple lança o computador Macintosh

.
(Vídeo 1. A introdução do sistema operacional e do computador, denominado Macintosh.)

     7 de outubro de 1984: nasce o primeiro bebê de proveta no Brasil.

     1985: identificado, por climatologistas, o buraco na camada de ozônio.

     Fevereiro de 1986: aparição do cometa Halley.

(Foto 4. Cores imaginárias. Meramente ilustrativo com o cometa Halley)

      

Conclusão

           Através do trabalho, entramos em um mundo até então desconhecido. Mas por qual a maioria dos nossos pais presenciaram, como escutaram a cada um desses rock's, utilizaram as tais polainas e se deixaram influenciar pelo o que era passado na TV e no cinema.
            A censura passou a ser deixada de lado com o fim da ditadura militar, que abriu muitas portas aos que tinham desejo de votar, como produzir músicas sem terem que passar por aprovação. Ou terem que dizer apenas por meio de entre linhas o que realmente queriam dizer. Então podemos dizer que não foi só apenas o Muro de Berlim que se derrubou, mas essa barreira do desejo e realização, foram quebradas, mesmo que aos poucos.
            Para entender o que se passou, fomos a diferentes campos. Como os dos jogos, das roupas, da televisão, do cinema, dos brinquedos, dos vídeo games, dos avanços tecnológicos e a qual contexto acontecia isso tudo.
            Além disso, procuramos buscar o que o mundo a fora passava e as ferramentas que utilizaram para alcançar a maior força de suas ideologias. No meio disto, avanços tecnológicos também já ditos, foram almejados para a facilitação, seja no meio fotográfico ou de comunicação.
            Por fim, mesmo que no ponto de vista político e econômico, os anos 80 podem ter sido considerados como perdidos, pelo ponto de vista musical, exerceu grande influência. Nas novelas, nas músicas, no surgimento de videoclipes. O Brasil aproveitou para ganhar ainda mais força desta maneira. Valorizando a música estrangeira mas sendo capaz de criar e fazer tão boas quanto. Agora sim, compreendemos por que representam tanto aos nossos pais, basta perguntarmos.


Trabalho realizado pelo 3º ano do Ensino Médio, turma A:

Bruna Pisani, 04; Bruna Tiemy, 05; David Santiago, 11; Denise Cardoso, 12; Gian Gavasso, 14; Guilherme Borghi, 15; Henrique Maeda, 17; Victor Lorenzetti, 25; Tuan Vo, 27; Viviane Nogueira, 30.

Bibliografia

Acessado às 11:30 a.m, neste sábado 11 de maio de 2013;