A
literatura dos anos 70 e 80 no Brasil tem sido, até hoje, observada com um
olhar um
tanto
míope: de um lado, alguns nomes da crítica e da historiografia literária
brasileira tendem a enquadrá-la de um modo fechado, com características muito
restritas – por vezes, qualificando-a entre o bem e o mal, o bom e o ruim, o
frutífero e o inócuo (fazem parte deste enquadramento designações como
“literatura marginal”, “literatura do desbunde”, “literatura verdade” ou
“literatura do eu”); de outro lado, há o silêncio, a desmemória, o
esquecimento.
Tendo como tema a literatura
brasileira doa anos 70 e 80 e sua crítica e motivado por este quadro de
negligência.
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