Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".
Os anos 80 são conhecidos como a década da música eletrônica. Nesta época, o New Wave e o Synthpop se tornam os gêneros musicais mais populares, assim como toda a estrutura da Dance Music. Surge a MTV e o hip hop; advento da música eletrônica nas pistas de dança e as primeiras raves. Então, se é criado o rótulo "música industrial" para bandas eletrônicas mais obscuras, além de diversas bandas de rock de garagem que dariam origem ao grunge na década de 1990.
No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".
No Brasil foi lançado o primeiro Rock in Rio. É inaugurado o Sambódromo na cidade do Rio de Janeiro em 1984. As rádios apostam nos sucessos musicais desta década, editoras lançam coletâneas, e DJs abrem mão dos sucessos atuais para se especializar em "festas dos anos 80".
Dentre os artistas mais carismáticos, destacam-se Michael Jackson, com o álbum Thriller, o mais vendido da história, e que também inventou o videoclipe moderno; a parte feminina, Madonna e Cyndi Lauper, um das principais ícones fashion de todos os tempos; Tina Turner voltou ao mundo da música lançando um novo álbum, Private Dancer, mega sucesso que a consagrou como rainha do pop, além de apresentações eletrizantes ao redor do mundo. Outros cantores que se destacam nessa década são Kylie Minogue, Janet Jackson, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince, Billy Idol, Bruce Springsteen, Laura Branigan, entre outros.
Com Eduardo e Mônica perto de completarem bodas de prata, vale a pena recordar o que acontecia quando eles se conheceram. Aquela festa estranha, com gente esquisita, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível, diante das circunstâncias.
Tudo começou também com Evandro Mesquita que, vindo do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, trouxe a linguagem teatral à sua banda Blitz, suas apresentações em palco e suas canções, a partir de “Você não soube me amar” que, em 1982, abriu as portas para o denominado BRock. Do grupo de teatro, também fazia parte a Regina Casé. Da banda, Lobão e a carioca Fernanda Abreu. Marina Lima, Ritchie e Lulu Santos chegaram sozinhos, os dois últimos vindos de um grupo não muito conhecido, de nome Vímana, junto com Lobão. Num cantinho, meio deslocada, uma turma fazia uma festinha paralela: 14 Bis, Boca Livre e Roupa Nova.
Com Eduardo e Mônica perto de completarem bodas de prata, vale a pena recordar o que acontecia quando eles se conheceram. Aquela festa estranha, com gente esquisita, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível, diante das circunstâncias.
Tudo começou também com Evandro Mesquita que, vindo do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, trouxe a linguagem teatral à sua banda Blitz, suas apresentações em palco e suas canções, a partir de “Você não soube me amar” que, em 1982, abriu as portas para o denominado BRock. Do grupo de teatro, também fazia parte a Regina Casé. Da banda, Lobão e a carioca Fernanda Abreu. Marina Lima, Ritchie e Lulu Santos chegaram sozinhos, os dois últimos vindos de um grupo não muito conhecido, de nome Vímana, junto com Lobão. Num cantinho, meio deslocada, uma turma fazia uma festinha paralela: 14 Bis, Boca Livre e Roupa Nova.
Sem
microcomputador, internet, telefone celular, CD e MP3, a informação era menos
acessível. A televisão acabava de entrar na era dos vídeo-clips e as bandas de
sucesso tocavam na rádio Fluminense e no Circo Voador, ambos no Rio de Janeiro,
e apresentavam-se em programas de auditório como o Cassino do Chacrinha, da
Rede Globo. Rolava de tudo: Miquinhos Amestrados, Abóboras Selvagens, Kid
Abelha, Kid Vinil, Absyntho, Herva Doce, Sempre Livre, Camisa de Vênus. Difícil
descrever, por exemplo, a loucura que era a apresentação dos Titãs, com seus
oito integrantes se espalhando pelo pequeno palco em performances alucinantes.
Nas escolas, na década anterior, os filhos da “revolução” cresciam tendo aulas de “moral e cívica”, que reverenciavam “nossos” presidentes. O movimento estudantil não tinha mais força, as manifestações culturais eram censuradas, a televisão os deixavam burros. Todo esse cerceamento de liberdade teve conseqüências na formação intelectual dessa geração perdida, que parecia de outro mundo, alienados, que não tinham outra cara pra mostrar. Eram o fruto de todo esse lixo, “toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer”. Não havia outra saída: “vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.
Na década de 80, enfim, o sinal fechado do período de repressão tornou a abrir. Em 1979, veio a Lei da Anistia e em 1982, eleições diretas para governador, embora ainda não para presidente. “Eu vejo a vida melhor no futuro”. Porém, o que fazer com essa senhora liberdade, que abria suas asas sobre nós? Que caminho seguir? Não sabiam como lidar com isso.
Por outro lado, se a política caminhava em direção a uma maior abertura, a liberdade sexual trilhava o caminho inverso: “meu prazer agora é risco de vida”. Frutos da revolução sexual dos anos 60, os jovens de então depararam-se com um vírus desconhecido, o qual, por ter sido entendido de maneira equivocada como exclusividade de homossexuais e africanos, alastrou-se rapidamente, “se não seremos atingidos, por que nos preocuparmos?”.
Alienados, desiludidos, sem posições políticas definidas, “cansados de correr na direção contrária”, a seu jeito, os jovens protestavam: “indecente é você ter que ficar despido de cultura”, “as ilusões estão todas perdidas”, “os meus sonhos foram todos vendidos tão barato que eu nem acredito”, “meu partido é um coração partido”, “minha metralhadora cheia de mágoas”, “meu cartão de crédito é uma navalha”, “ideologia, eu quero uma pra viver”, “a gente não sabemos escolher presidente”, “ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Que país é esse?
Outros, em crise de identidade, apenas experimentavam o inédito prazer de comprar um disco e gostar de uma banda da qual seus pais não gostavam, que tivesse suas caras. Como rebeldes sem causa (“como é que eu vou crescer, sem ter com quem me rebelar?”), “nossos ídolos ainda são os mesmos” e que “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Como eles, queriam se sentir capazes de produzir algo de valor e não mais ter que repetir: “a gente somos inútil”.
Porém, em meio ao lixo que cuspimos, pudemos garimpar e encontrar belas poesias escritas por Cazuza, Renato Russo e Júlio Barroso, que poderiam ter feito muito mais, não fosse o destino tão cruel ao dizimar algumas das principais cabeças dessa geração. Herbert Vianna escapou por pouco e outros talentos também sobreviveram: Arnaldo Antunes, Nando Reis e Paulinho Moska, que à época rondava o lixo com música barata, junto com os Inimigos do Rei, entre outros.
O alívio e a certeza de que a década não fora perdida veio, então, quando escutamos Gal Costa, Caetano Veloso, Ney Matogrossoe Luiz Melodia cantando Cazuza, Chico Buarque cantando com Paula Toller, Tom Jobim com Marina Lima e Gilberto Gil cantando e compondo com os Paralamas do Sucesso. Descobrimos, enfim, que poderíamos gostar desses expoentes da nossa geração sem romper com nossos grandes e insubstituíveis ídolos, os mesmos de nossos pais. Roqueiro brasileiro deixou de ter cara de bandido.


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